A Fraterna – Centro Comunitário de Solidariedade e Integração Social, a 14 de fevereiro do presente ano, por Despacho do Alto-Comissário para as Migrações, celebra a aprovação da candidatura do seu Projeto de Intervenção Social à 7ª geração de financiamento do Programa Escolhas. Um espaço novo, com sede localizada no nº 7 da Urbanização da Atouguia, Rua das Margaridas, e diferentes territórios socioeconomicamente desfavorecidos de Guimarães, nomeadamente Atouguia, Gondar, Coradeiras, Mataduços e Monte São Pedro, que pretendem abrir as portas ao treino de competências transversais e ao desenvolvimento de estratégias que contribuam para a inversão do processo de reprodução intergeracional e dos problemas de exclusão social que afetam as crianças e jovens destes bairros sociais .
O Porta7 E7G assume agora o compromisso de promover a igualdade, a não discriminação e o reforço da coesão social, em conjunto com um Consórcio alargado de Entidade Parceiras, nomeadamente a Fraterna, enquanto Entidade Promotora, a CASFIG EM, a Câmara Municipal de Guimarães, o Agrupamento de Escolas Fernando Távora, o Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda e o Agrupamento de Escolas de Pevidém, a CPCJ de Guimarães, o Instituto Português do Desporto e da Juventude, a Sol do Ave - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave, a Cooperativa Tempo Livre, a Associação Alma Branca, a Casa de Saúde de Guimarães, a Associação de Moradores da Urbanização da Conceição e o Instituto Padre António Vieira. Pretendemos, assim, contribuir para a redução da negligência parental e da exposição das crianças e jovens a comportamentos que podem comprometer o seu bem-estar, uma vez que 17,1% e 46,7% das sinalizações na CPCJ Guimarães em 2018 por estas problemáticas foram de crianças, jovens e pais residentes nos territórios onde nos propomos intervir. As consequências da exposição a estas situações podem conduzir, na área da educação, ao aumento do absentismo e abandono escolar, distúrbios de comportamento e aprendizagem, podendo justificar o que se verifica na realidade escolar ao nível da taxa de indisciplina, de absentismo e abandono, ou risco deste, nos Agrupamentos de Escolas Parceiras. Desta forma e através do treino de competências transversais, assente na construção de pontes entre parceiros formais e informais, o Projeto abre as suas portas a 160 crianças e jovens, 55 familiares, técnicos e agentes educativos, potenciando o envolvimento em atividades de promoção de competências facilitadores do sucesso escolar e de uma maior aproximação da escola aos valores culturais, sociais, saberes e interesses dos alunos, assim como em atividades que contribuam para uma maior consciencialização dos direitos e deveres da participação comunitária, cidadania ativa e igualdade. Este projeto reflete algo em que a equipa se espelha e ao qual o consórcio se alia; uma prática embasada na crença de que nós, profissionais, nos devemos colocar ao serviço dos participantes e que, para além de serem os promotores do restabelecimento da sua dignidade, a mudança deve ser paralela nos indivíduos e nas estruturas. Uma intervenção centrada nos valores e direitos humanos que vê a pessoa como indivíduo e a sua interdependência, a identidade individual na comunidade partilhada.

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